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O Cárcere Social / REDAÇÃO POLO SUS

O pensamento de submissão das mulheres aos homens viola os diretos desde então até os dias atuais. Sabe-se que a renda mensal de uma mulher, por exemplo, pode chegar a 75% do salário de um homem, que desempenha a mesma atividade com a mesma eficiência e carga horária.

Data de publicação: 23/02/2016 11:22

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Por Vinícius Antônio Oliveira

 

 

Há tempos, a sociedade impera um caráter machista em virtude da cultura e religião passada através das gerações. Na Grécia Antiga (século V a.C.), as mulheres já não tinham participação social nas principais atividades políticas, nem em guerras ou até mesmo na economia. Por isso, apenas homens livres podiam tomar decisões perante a sociedade. Esse pensamento de submissão das mulheres aos homens viola os diretos desde então até os dias atuais. Sabe-se que a renda mensal de uma mulher, por exemplo, pode chegar a 75% do salário de um homem, que desempenha a mesma atividade com a mesma eficiência e carga horária.

 

Além disso, com o passar dos séculos, as conquistas feitas por elas durante a história foram barreiras quebradas para que pudessem apenas sobreviver porque ainda não conseguiram usufruir dos seus totais direitos naturais e humanos. Infelizmente, essa submissão foi passada de geração em geração, induzindo a uma sociedade capaz de violentar as mulheres em todos os sentidos possíveis.

 

Dentro deste contexto, fica evidente que os brasileiros devem ter um olhar mais profundo às mulheres, pois elas não querem somente independência, mas também viver sem medo. Só para ilustrar, no Brasil, a cada 4 minutos, uma mulher é estuprada, sendo registrados índices de 50 mil casos por ano. Nesse interim, a sociedade precisa de mais abordagem sobre as mulheres, punição eficiente contra esses agressores e sensibilidade. Necessita-se debater e atrair mais olhares para essa causa – que nada mais é do que justa e necessária – afinal, ninguém deve viver eternamente dentro de uma bolha de vidro, encarcerada e assediada por diversos olhares.

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